5 perguntas para Ariê Suyane, rainha de bateria da Imperatriz da Paulicéia

Ariê Suyane nasceu numa família de integrantes do Camisa Verde e Branco, tradicional escola da Barra Funda. Foi lá que ela começou sua trajetória de reinado no carnaval paulistano. Já foi rainha mirim e juvenil do Camisa, princesa do carnaval infantil, musa da Nenê de Vila Matilde e Mocidade Unida da Mooca, princesa da Imperador do Ipiranga e desde 2019 carrega a coroa de rainha de bateria da Imperatriz da Paulicéia

Quando e onde começou seu amor pelo carnaval? 

Na barriga da minha mãe, dentro da escola de samba Camisa Verde e Branco. Ela fala que quando a bateria tocava, eu ficava me mexendo na barriga dela e só parava quando a bateria terminava. 

Há quanto tempo está na agremiação e o que significa pra você ?

Estou na Imperatriz da Paulicéia há 5 anos. Significa a realização de um sonho, o começo de uma nova era. A Imperatriz foi a primeira escola a me dar a oportunidade de ser Rainha de Bateria.

Agremiação e comunidade: como você define essa relação?

Relação de sonhos e objetivos. É a partir dessa relação que se inicia a idealização do carnaval em prol de um só objetivo.

Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam durante a organização do Carnaval?

Não usaria a palavra “dificuldade”, mas preocupações referente à procura e uso de materiais, entrega de fantasia, entrega de roupas, sandálias e afins. 

Qual é a importância cultural do Carnaval para a cidade e para a sociedade em geral?

Historicamente falando, é a nossa resistência. O carnaval carrega o símbolo de resistência da cultura negra, na qual a todo momento exalta nossa ancestralidade, nossa história, nossas raízes, que por muitas vezes não é contada na escola. A cultura do carnaval nos ensina a todo momento com os enredos, sambas, festas e projetos.

Fernanda Oening

Jornalista e produtora. Editora do SambaNews. Paulistana, nascida e criada na Barra Funda, bairro onde conheceu um amor pra vida inteira: Camisa Verde e Branco. Foi passista e destaque da escola por anos. Não dispensa uma boa roda de samba!

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