5 Perguntas para Douglinhas, intérprete e vice-presidente da Águia de Ouro

Douglas Aguiar dos Santos, o Douglinhas, é intérprete e vice-presidente da Águia de OuroSua carreira teve início como compositor e, posteriormente, como intérprete na Pérola Negra. Também teve passagens na Tom Maior e na Mocidade Alegre. 

Na Águia de Ouro alcançou destaque e se firmou como um dos grandes nomes da escola, onde canta ao lado de Serginho Porto. Além disso, Douglinhas expandiu seus horizontes como cantor, participando de turnês internacionais e sendo membro do Grupo Quesito Melodia, juntamente com outros intérpretes do carnaval de São Paulo.

Quando e onde começou seu amor pelo carnaval? 

Minha paixão pelo Carnaval começou aos 6 anos de idade quando morava com uma tia na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Minha família desfilava na Príncipe Negro, uma escola de samba que hoje faz parte da UESP.

Há quanto tempo está na agremiação e o que significa pra você?

Meu primeiro ano na Águia de Ouro foi em 1984 onde sai na bateria. Em 1989 fui convidado pelo presidente Sidnei Carriuolo para fazer parte do quadro de intérpretes da escola. O significado da Águia de Ouro pra mim é família. Acho que passo mais tempo na escola, do que com minha família de sangue.

Agremiação e comunidade: como você define essa relação?

Agremiação é comunidade. Para mim tem que ser uma relação de cumplicidade, pois quando é lançado um enredo, se não houver esta relação, a chance de sucesso é baixa. A Águia de Ouro é uma família de muitos apaixonados pelo pavilhão. Só estando envolvido para saber este significado.

Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam durante a organização do Carnaval?

As maiores dificuldades de uma escola de samba, e na Águia de Ouro não é diferente, são as financeiras. Todo ano ao iniciar um projeto de carnaval, tem que se virar para garantir recursos e, assim, concretizá-lo.

Qual é a importância cultural do Carnaval para a cidade e para a sociedade em geral?

Hoje, São Paulo tem um dos maiores carnavais do Brasil, se não for o maior. Isso, por si só, já tem uma relevância muito grande culturalmente. Sem falar no impacto que isso gera em termos cultural e econômico, movimentando nossa cidade de São Paulo. E as escolas de samba contribuem cada vez mais com seus temas inclusivos, didáticos e históricos.

Produção: Ana Nascimento

Fernanda Oening

Jornalista e produtora. Editora do SambaNews. Paulistana, nascida e criada na Barra Funda, bairro onde conheceu um amor pra vida inteira: Camisa Verde e Branco. Foi passista e destaque da escola por anos. Não dispensa uma boa roda de samba!

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