5 perguntas para Gabriela Ribeiro, rainha de bateria da Nenê de Vila Matilde

A história de Gabriela Ribeiro, rainha de bateria da Nenê de Vila Matilde, foi construída dentro da quadra da tradicional escola de samba da Zona Leste de São Paulo. A musa começou a frequentar a agremiação desde muito pequena com a família, fazendo parte da ala das crianças. Aos 14 anos perdeu a mãe e se viu sozinha. Ela conta que os únicos momentos de felicidade era quando estava na Nenê. “Pra mim o carnaval e, principalmente a Nenê de Vila Matilde, se tornaram minha família. Quando mais precisei pude estar entre aquelas pessoas que também me queriam lá”, relembra Gabriela que, também, foi passista e diretora da ala. Desde 2019 carrega a faixa de rainha de bateria da escola e expressa toda a sua gratidão pela agremiação.

Quando e onde começou seu amor pelo carnaval?

Meu amor pelo carnaval começou em meados de 2001 quando fui apresentada a este mundo de fantasias. Primeiro contato foi com o bloco Mocidade Amazonense onde fui Rainha Mirim. Eu sempre digo que o carnaval mudou o trajeto da minha vida. 

Há quanto tempo está na agremiação e o que significa pra você?

Já de cara minha mãe me levou a um ensaio da Nenê onde foi amor à primeira vista, de lá pra cá, estou até hoje. Já são 23 anos de Nenê de Vila Matilde, minha vida toda, praticamente. A Nenê fez parte da minha educação, da minha parte cultural como mulher e como ser humano.

Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam durante a organização do Carnaval?

Eu acredito que a maior dificuldade de qualquer escola de samba é colocá-la linda na avenida, com fantasias maravilhosas, alegorias incríveis. Infelizmente, vemos o quanto está difícil isso a cada ano, com preços absurdos dos materiais e mão de obra de qualidade. Acredito que isso é uma das principais dificuldades do carnaval todo. Lembrando que, muitas das vezes, a verba não contempla todo o espetáculo e é por isso que precisamos contar com parcerias e voluntários nas confecções de fantasias. Na Nenê, por exemplo, as fantasias são 100% confeccionadas em nosso ateliê.

Agremiação e comunidade: como você define essa relação?

Agremiação: a escola de samba. Comunidade: quem dá a vida à ela. A escola é, totalmente, emoção e a comunidade é o amor na sua pura essência. Amor de verdade!

Qual é a importância cultural do Carnaval para a cidade e para a sociedade em geral?

Todos nós sabemos da grandiosidade do carnaval para o nosso país, o quanto emprega e movimenta a nossa economia, nos dando visibilidade no mundo todo. Mas quando se trata de importância individual, pra mim, a minha escola de samba me deu a oportunidade de conhecer lugares, pessoas, família e me adequar ao novo formato que minha vida seguiu após a morte da minha mãe.

Fernanda Oening

Jornalista e produtora. Editora do SambaNews. Paulistana, nascida e criada na Barra Funda, bairro onde conheceu um amor pra vida inteira: Camisa Verde e Branco. Foi passista e destaque da escola por anos. Não dispensa uma boa roda de samba!

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