5 perguntas para Grazzi Brasil, intérprete da Estrela do Terceiro Milênio

Grazzi Brasil é cantora desde os 13 anos e tem o Samba e a MPB como seus gêneros favoritos. Antes de fazer parte do carnaval, participou de programas de calouros como o Astros (SBT), Ídolos (Record) e The Voice Brasil (Rede Globo). Também participou do musical “Cartola – O Mundo é Um Moinho”.

Quando e onde começou seu amor pelo carnaval? 

Meu amor pelo carnaval foi acontecendo. Foi uma coisa que eu nunca imaginei. Quem me colocou nesse meio foi Jorginho Soares, um grande amigo meu. Comecei gravando coral e aí fui pegando amor, fui vendo o quanto é visceral, o quanto as pessoas vivem aquilo. Fui me apaixonando aos pouquinhos porque eu não imaginava que eu entraria do jeito que eu entrei. Não teve jeito. É uma loucura! Minha mãe já era enlouquecida por carnaval, mas eu não era muito ligada. Foi acontecendo e virou um grande amor, com certeza, na minha vida. 

Há quanto tempo está na agremiação e o que significa pra você?

Eu comecei defendendo samba por volta de 2014, mas entrei, de fato, em 2017. Ao todo estou no carnaval há 6 anos, aos trancos e barrancos. Como diz uma amiga minha, aos truques e batuques. Na Estrela do Terceiro Milênio estou há três anos, graças a Deus. Passei pelo Vai-Vai, Paraíso do Tuiuti, São Clemente e, agora, a Terceiro Milênio. Também tem a Deixa Falar, que é uma escola de Belém do Pará.

Agremiação e comunidade: como você define essa relação?

Agremiação e comunidade é um caso de amor. É uma loucura ver a comunidade dando o sangue, cantando, acreditando. Tudo pela agremiação, pelo pavilhão, é a coisa mais linda. A relação é de amor, uma coisa linda de ver, só quem está ali sabe. Todo ensaio arrepia, é de emocionar, é inexplicável ver e sentir.

Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam durante a organização do Carnaval?

Em relação a ala musical acho que toda a dificuldade é a questão dos ensaios, de estar tudo encaixado. Graças a Deus, na ala musical da Terceiro Milênio temos um entrosamento maravilhoso, nos damos super bem. Então, acho que o grande desafio é levar o melhor para a avenida, né? 

Temos que dar o nosso melhor e irmos à luta. Nunca é fácil para nenhuma agremiação, mas ensaiamos e nos dedicamos muito para fazer o melhor. 

Qual é a importância cultural do Carnaval para a cidade e para a sociedade em geral?

A importância é imensa. O carnaval é cultura. São tantas histórias, temas, eu aprendo tanto. Podemos aprender mais porque o carnaval é história o tempo inteiro. Gera trabalho, gera alegria, gera tantas coisas que o torna fundamental para as nossas vidas. E o samba é uma coisa nossa.

Fernanda Oening

Jornalista e produtora. Editora do SambaNews. Paulistana, nascida e criada na Barra Funda, bairro onde conheceu um amor pra vida inteira: Camisa Verde e Branco. Foi passista e destaque da escola por anos. Não dispensa uma boa roda de samba!

Compartilhe com os amigos:

Acompanhe nossas redes

Mais Populares

Scroll to Top