5 perguntas para Jocimar Martins, mestre de cerimônias da Mocidade Alegre

Jocimar Martins é nascido e criado no bairro da Vila Carolina, zona norte de São Paulo. Mestre de cerimônias oficial da Mocidade Alegre e apresentador do Programa Lendas do Samba, ainda soma 26 anos como mestre-sala. Multitarefas também é Diretor e Instrutor da Amespbesp (Associação de Mestre-Salas, Porta-Bandeiras e Estandartes do Estado De São Paulo) e compõe a Diretoria Executiva da A.C.C.H.F.S (Associação Cultural e Bloco Em Cima da Hora Futebol e Samba) como Diretor de Eventos Sociais.

Quando e onde começou seu amor pelo carnaval?

O amor pelo carnaval começou em 1996 na quadra da nossa querida Camisa Verde e Branco, quando surgiu o convite, através da então presidente Magali dos Santos Tobias, para ser mestre sala da agremiação. Também passei por diversas escolas de samba, como Imperador do Ipiranga, Unidos do Peruche e, atualmente, integro a Mocidade Alegre.

Há quanto tempo está na agremiação e o que significa pra você?

Eu estou na Mocidade Alegre há 13 anos e é um caso de amor. Em 2008 eu fazia parte do Grupo “Pagode da Morada”, que se apresentava todos os domingos na quadra, antes dos ensaios. Em um dos eventos, a agremiação precisou de um apresentador para anunciar a participação dos convidados e fui o escolhido pela diretoria da escola. A partir daí me tornei o Mestre de Cerimônias oficial da Morada.  

Agremiação e comunidade: como você define essa relação?

São duas famílias. A minha família de residência e a minha família Mocidade Alegre e comunidade. Não tem como a gente falar de comunidade e não falar de Mocidade Alegre. Não tem como falar de Mocidade Alegre e não falar de comunidade. Então, é um caso de amor, uma paixão. Somos tão unidos que nos falamos todos os dias.

Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam durante a organização do Carnaval?

Eu acredito que a maior dificuldade das lideranças, dos dirigentes de escolas de samba, vem logo após o lançamento do enredo, que é quando começam os trabalhos. Confecção de fantasias, compra de material. Por exemplo, você compra uma certa quantidade, o carnavalesco acaba pedindo mais e aí já não encontra o mesmo material, a mesma qualidade e aí fica um pouco mais complicado.

Qual é a importância cultural do Carnaval para a cidade e para a sociedade em geral?

O carnaval, não só de São Paulo, mas o do Brasil, é um patrimônio cultural. Tem muita gente leiga no assunto e não tem esse conhecimento. Nós tivemos a pandemia, a Liga Independente das Escolas de Samba junto com todas as agremiações de São Paulo bateram um recorde de mais de 20 mil toneladas de alimentos para toda a classe sambística e as comunidades. Isso é de uma grande importância. Outra coisa, é o entretenimento. Da confecção da fantasia até o dia do desfile, há muita contratações de mão de obra, gerando empregos e ajudando muitas pessoas da nossa cidade.

Fernanda Oening

Jornalista e produtora. Editora do SambaNews. Paulistana, nascida e criada na Barra Funda, bairro onde conheceu um amor pra vida inteira: Camisa Verde e Branco. Foi passista e destaque da escola por anos. Não dispensa uma boa roda de samba!

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